olha só o que encontramos aqui...
Search this site
5 resultados encontrados com uma busca vazia
- Transplante de Cannabis para Substrato Orgânico: Dicas de Ouro para Não Estressar seu Cultivo
Salve, salve, maconheiragem! Está começando mais um texto aqui no nosso espaço, e hoje o papo é direto do jardim, com o apoio dos meus parceiros da 420 Substratos! Se você quer ver suas plantas explodirem em saúde, vigor e dar aquele upgrade de respeito no seu cultivo, você está no lugar certo. Hoje vou te mostrar o passo a passo completo de como fazer um transplante de sucesso usando o substrato orgânico da 420 substratos. Afinal, muitas vezes a planta trava simplesmente porque o vaso ficou pequeno ou o solo antigo já esgotou os nutrientes, então nada melhor do que acrescentsr um solo novo que já vem adubado e cheio de nutrientes! Vamos aprender a identificar o momento certo da troca e o segredo para não estressar as raízes. Bora pra ideia! Por que a Cannabis precisa de um solo bem trabalhado? Antes de colocar a mão na terra, precisamos entender o que a planta gosta. A cannabis detesta solo muito compactado. As raízes precisam de um substrato extremamente aerado para respirar e se desenvolver com espaço. Por isso, um bom solo orgânico é repleto de minerais expandidos como perlita e vermiculita (aqueles pontinhos brancos que parecem isopor, mas não são!) . Eles garantem que a estrutura fique leve e com excelente drenagem. A mágica do Solo Vivo Pronto No vídeo, usei o substrato orgânico dos meus parceiros da 420 Substratos. A grande vantagem do solo vivo preparado é a complexidade de nutrientes. Estamos falando de uma mistura que leva: Micorriza e alga Acadian Torta de mamona e farinha de osso humus, perlita e vermiculita Torta de neem e azomite Guano de morcego Chifre de unicórnio... tá, esse eu inventei! Mas falando sério, com uma receita dessas você não precisa ficar se preocupando em adicionar fertilizantes líquidos toda hora ou bitolando com o pH da terra a cada rega. É só colocar a planta, a semente ou o clone e regar apenas com água o ciclo inteiro. Passo a Passo: Transplante Sem Estresse 1. Prepare a Drenagem do Novo Vaso A água precisa passar pelo vaso numa boa. Para garantir isso, faça uma camada no fundo do novo vaso usando argila expandida ou pedrinhas. Para um acabamento profissional, cubra essa camada com uma manta de drenagem antes de colocar o substrato. 2. Acerte a Altura do Substrato Coloque o substrato novo até mais ou menos a metade do vaso. Use o próprio vasinho antigo (onde a planta está agora) como medidor de altura dentro do novo recipiente para saber exatamente quanta terra falta para preencher as laterais. 3. O Segredo do Torrão Seco Aqui está o pulo do gato para não machucar a planta: deixe o solo antigo sem regar por alguns dias antes do transplante. Quando o substrato está seco, ele descola do vaso antigo perfeitamente, saindo como um torrão inteiro e protegido, sem despedaçar e sem danificar as raízes. 4. Acomode e Complete Coloque o torrão centralizado no novo vaso, preencha os espaços vazios ao redor com o substrato orgânico e dê leves batidinhas para assentar. Não aperte a terra com força para não compactar. 5. Identificação é Tudo! Não confie apenas na memória. Assim que terminar, faça uma etiqueta com o nome da genética e a data (ex: Blue Dream - 10/07) para acompanhar de perto o ciclo de desenvolvimento. Nem sempre o cenário é perfeito (e tudo bem!) O ideal é fazer o transplante quando você começa a ver as raizes colonizarem bem o fundo do vasinho. Mas a vida do cultivador caseiro tem dessas: às vezes a agenda aperta, o tempo está curto ou você precisa se adiantar antes de uma viagem. Mesmo se a raiz não estiver 100% colonizada, fazendo o processo com cuidado e usando um solo de alta qualidade, ela vai sobreviver e crescer maravilhosa. Se você quiser testar esse mesmo solo que eu uso há anos e sou apaixonado, corre lá no site da 420 Substratos ( https://www.420substratos.com/ ) e usa o cupom COZINHA420 para garantir aquele desconto bacana para a nossa comunidade. Quer dominar a cozinha tanto quanto o jardim? Cuidar da planta é um passo lindo, mas transformar ela em alta gastronomia é outra parada! Cozinhar com a erva é muito mais fácil do que você pensa quando se tem o método certo. No meu e-book Introdução à Culinária Canábica / Receitas do Cozinha 4e20, eu juntei 18 preparos exclusivos baseados em mais de 10 anos de pesquisa e cozinha profissional. Tem desde a base (manteigas e óleos infusionados) até pratos de responsa como smash burger, bacalhoada, brownies e o clássico brisadeiro. Tudo isso por apenas R$ 19,90, custa menos que 1g de extração! 👉 Clique aqui https://www.cozinha4e20.com.br/product-page/introdu%C3%A7%C3%A3o-a-culin%C3%A1ria-can%C3%A1bica-livro-digital para garantir o seu e-book e fortalecer o nosso trabalho independente! Restou alguma dúvida sobre o transplante? Deixe seu comentário aqui embaixo ou me mande uma DM lá no Instagram @cozinha4e20 que a gente troca essa ideia! Bora cultivar e nos vemos na próxima semana!
- Brisadeiro de Milho: a receita junina do episódio com Éder, do Trio Alvorada
Brisadeiro de milho é a versão infusionada com cannabis do brigadeiro de milho, feito com manteiga descarboxilada, creme de milho e leite condensado. Tem receita que já nasce com cara de festa junina, e o brisadeiro de milho é uma delas. Nesse episódio do Cozinha 4e20 a gente foi além e trouxe um convidado que também é dos nossos: o Éder, da banda Alvorada, um dos principais expoentes do forró pé-de-serra atual. Ele topou o desafio de descarboxilar, fazer a infusão e sair direto pro fogão pra criar uma versão canábica desse que vai ser o doce mais gostoso do seu arraiá. O resultado ficou bonito, ficou gostoso e ainda saiu com aquela pegada de espiga de milho no formato final. Se você também curte um arraiá com uma brisa a mais, essa receita é pra você. Sobre o episódio A conversa com o Éder rendeu boas risadas, causos de turnê e a descoberta de que forró e cannabis combinam demais. No meio da produção, ele contou um episódio inesquecível de uma viagem pela Europa com a banda, quase parando na cidade errada por causa do sotaque do motorista. Vale assistir o vídeo completo só por essa história. Mas o foco aqui é a receita. Anota aí. 🕒 Tempo de preparo: ~1h30 (descarboxilação 15min + infusão 40min + cozimento e resfriamento ~35min) 🍽️ Rendimento: [confirma com você — depende do tamanho das bolinhas, geralmente esse tipo de receita rende entre 20 e 25 unidades] 📊 Dificuldade: Fácil 🌿 Categoria: Doce junino / Sobremesa canábica 🔞 Atenção: Receita com cannabis, feita para uso adulto e consciente Ingredientes Para a manteiga infusionada 3 g de flor de cannabis (a mesma proporção vale pra outras quantidades: 1 g de erva para cada 10 g de manteiga) 30 g de manteiga Para o brisadeiro 2 latas de milho, ou 340 g de milho fresco cozido e debulhado 1 caixinha de creme de leite 1 lata de leite condensado A manteiga infusionada (preparada acima) Para empanar Flocos de milho sem açúcar, batidos no liquidificador até virar uma farofinha fina Água gelada (pra umedecer as mãos na hora de moldar) Modo de preparo 1. Descarboxile a flor Corte a cannabis grosseiramente na tesoura, embrulhe num pacotinho de papel manteiga bem fechado e leve à air fryer pré-aquecida por 15 minutos a 150ºC. Esse passo é o que ativa o THC e garante que a receita funcione de verdade. 2. Faça a infusão Embrulhe a flor descarboxilada num coador de pano bem fechado (isso evita que ela se espalhe pela air fryer com a ventoinha ligada). Coloque no recipiente com a manteiga, reduza a temperatura da air fryer para 100ºC e deixe a infusão acontecer por 40 minutos. 3. Prepare o creme de milho Bata bem o milho, o creme de leite e o leite condensado no liquidificador até formar um creme homogêneo e líquido. Se quiser uma textura mais lisa, passe por uma peneira antes de levar ao fogo. Se preferir sentir os pedacinhos de milho, pode pular essa etapa, vai do seu gosto. 4. Incorpore a manteiga infusionada Retire a manteiga da air fryer, esprema bem o coador de pano pra aproveitar todo o líquido e misture ao creme de milho. 5. Leve ao fogo Cozinhe mexendo sempre, para não grudar no fundo da panela. No começo o creme vai ficar mais ralo, e conforme a água evapora ele engrossa de novo. O ponto certo é quando você consegue ver o fundo da panela ao passar a colher e a massa desgruda por inteiro. 6. Deixe esfriar Espalhe a massa num prato grande (quanto mais espalhado, mais rápido esfria) e deixe descansar por cerca de 15 minutos. 7. Modele e empane Com as mãos levemente umedecidas em água gelada (nada de manteiga, se não gruda tudo), faça bolinhas ovaladas. Empane nos flocos de milho triturados e, com uma faquinha, marque linhas na superfície para simular os gominhos de uma espiga de milho. Pronto! É só servir e curtir o arraiá. Dicas do Chef Caio O papel manteiga é essencial pra fazer a descarboxilação na air fryer sem perder material pela ventoinha. Peneirar ou não peneirar o creme de milho é uma questão de preferência pessoal, não tem certo ou errado. A espátula de silicone ajuda a aproveitar até a última gota da manteiga infusionada, nada se perde. O resíduo da flor que sobra no coador não precisa ir pro lixo, dá pra reaproveitar numa farofa. Dá pra fazer sem air fryer? Dá sim. Você pode descarboxilar no forno convencional (baixa temperatura, tempo mais longo) e fazer a infusão em banho-maria, mexendo de vez em quando pra manter a temperatura estável. Posso usar manteiga já infusionada pronta? Pode, sem problema. É só substituir a etapa de descarboxilação e infusão pela quantidade equivalente de manteiga canábica já pronta. Dá pra usar milho fresco em vez de enlatado? Sim, é só cozinhar e debulhar cerca de 340g de milho fresco, que é a proporção equivalente às duas latas. Quanto tempo leva a receita do início ao fim? Contando descarboxilação, infusão, cozimento e resfriamento, a receita toda leva cerca de 1h30 de preparo, a maior parte em tempo de espera, não de trabalho ativo. O resíduo da flor depois da infusão serve pra alguma coisa? Sim, dá pra reaproveitar numa farofa, como o Chef Caio sugere nas dicas do post. Quer aprender mais receitas assim? 18 receitas estão no ebook Receitas do Cozinha 4e20, por apenas R$ 14,90. São técnicas que eu desenvolvi ao longo de mais de 10 anos de cozinha profissional, adaptadas pra você fazer em casa com segurança e sem desperdiçar material. https://www.cozinha4e20.com.br/product-page/redeitas-do-cozinha-4e20-livro-digital Quer se aprofundar de verdade? Conheça o Curso Cozinha 4e20, com certificação de chef. https://sun.eduzz.com/9498BFE8?currency=BRL Assista o episódio completo no YouTube, com o Éder e todos os causos de bastidor, e não esquece de deixar o like. https://youtu.be/how02wSElZ8 Já sabe tudo sobre a descarboxilação? Aprenda aqui no blog! https://www.cozinha4e20.com.br/post/descarboxila%C3%A7%C3%A3o-o-que-%C3%A9-e-como-fazer
- Como preparar um azeite canábico
Bem-vindes galera a mais um post desse que é o blog de gastronomia mais chapado da internet! Olha só que beleza, chegou a hora de aprender uma das infusões mais simples e mais queridas da culinária cannábica: o Azeite Canábico! Muito útil e versátil, essa infusão vai elevar o nível das suas receitas canábicas! Por que infusionar o azeite? Há muitos bons motivos para a escolha do azeite como base gordurosa para sua infusão. Além de ser um ingrediente saudável, de fácil acesso e muito versátil ( pois, diferente da manteiga, contempla onívoros e veganos), é uma infusão que faz muito pouco cheiro, é fácil, limpa, prática e te permite fazer mais de um tipo ao mesmo tempo. Uma das coisas mais legais da maconha na culinária é que você pode infusionar o THC, com maior ou menor grau de sucesso, em qualquer tipo de óleo! Gorduras saturadas, como manteiga e óleo de coco, tendem a ter uma absorção maior de THC do que óleos vegetais mais finos, como azeite de oliva ou de abacate, mas essa diferença não é grande e existem outros fatores que entram na hora de escolher a base gordurosa do momento, incluindo versatilidade, aroma, sabor e preço. Levando em consideração todos esses fatores, vamos ensinar aqui uma receita simples e fácil de infusão no azeite de oliva! Com ele podemos fazer molhos para saladas, salsas, molhos frios e quentes, emulsões, massas, pães, doces (sim, doces!) ou até mesmo tomar puro, seja de maneira sublingual ou simplesmente engolindo uma bela colherada! Como você já sabe, porque leu no texto sobre descarboxilação, você pode usar diferentes formas da maconha para infusões. Podemos fazer um azeite com flores descarboxiladas, mas podemos também utilizar hash ou kief, por exemplo. Infusões com kief, surpreendentemente, não ficam tão fortes, mas a vantagem é que o sabor também não fica tão acentuado. Mas chega de enrolação! Bora para a receita que tá todo mundo ansioso para ficar devidamente medicado. A receita Para fazer essa receita você vai precisar de poucas coisas: 10 g de maconha previamente descarboxilada 100 ml (90g) de azeite de oliva um jogo ou panela para banho-maria Fazer um azeite canábico é muito simples. Depois de descarboxilar a erva, basta juntar os dois ingredientes: coloque a erva descarboxilada em um recipiente, junte o azeite, misture bem para a erva ficar totalmente em contato com o azeite e leve ao fogo em banho-maria por pelo menos 1 hora, no máximo 2 horas (para essa receita, existem variações). O banho-maria, para quem não sabe (alguém não sabe isso? rs), é um método simples de controle de temperatura que permite cozinhar preparações mais delicadas que não podem exceder os 100°C. Isso funciona da seguinte maneira: o ponto de ebulição da água é aproximadamente 100°C. Quando temos uma panela cheia de água fervendo, por exemplo, podemos saber que toda a água está nessa temperatura, porque quando ela passa dessa temperatura, evapora. É por isso que fazemos a infusão em uma panela de banho maria: esse método garante que a preparação nunca ultrapasse a temperatura de 100°C. Passado o tempo da infusão, retire do fogo e deixe esfriar um pouco antes de passar pela peneira ou, preferencialmente, pelo coador de pano. Algumas escolhas vão definir variações de gosto e potência do seu azeite. Se quiser um azeite mais forte, o ideal é deixar mais tempo no fogo, porém, quanto mais tempo a erva ficar em contato com o azeite, maior será o gosto herbal, aquele sabor forte de clorofila que lembra a grama. Outra escolha está na hora de coar: apertar bem a erva significa extrair o máximo de seus canabinóides e por consequência efeitos, por outro lado aumenta a presença de um sabor desagradável. Cabe a você escolher o que espera de sua infusão. Azeite aromatizado Existem muitas variações que podem ser testadas, pois o método de infusionar o azeite é o mesmo que se usa comumente na cozinha para aromatização. Tudo depende de quais são suas intenções para com o azeite. Se você pretende usar em molhos e saladas, por exemplo, uma boa ideia é adicionar dois dentes de alho descascados a sua infusão, ou então alguns ramos de outras ervas, como alecrim, manjericão ou tomilho. Você pode escolher focar em uma só erva (pense em um azeite de maconha e manjericão para regar pizzas, por exemplo) ou criar combinações. Pimenta preta e pimentas frescas também caem muito bem. Se você é vegano e gostaria de usar seu azeite em alguma sobremesa, calma que é possível também! Nesse caso eu recomendo fazer a infusão com uma fava de baunilha junto, por exemplo, ou então com um cravo e um pau de canela. As possibilidades são inúmeras! O azeite tem duração de até 3 meses guardado na geladeira ou no freezer, mas nunca se esqueça: quanto mais “liso”, ou seja, quanto menos matéria vegetal passar pela peneira e ficar no azeite, menores as chances de ele estragar precocemente, então sempre dê preferência para coadores de pano! Como sempre, uma infinidade de opções Agora que o seu azeite está pronto você já pode pensar nas infinitas preparações que você pode fazer com ele! Para vocês não dizerem que eu não dei nem uma mísera receitinha, segue aí uma receita do famoso “dressing” de salada, que nada mais é do que um molho que envolve sua salada (como um vestido? Não sei se a origem semântica é essa, mas sempre gostei de acreditar que sim rs). Molho de salada simples ⅓ vinagre, vinagre balsâmico ou suco de limão ⅔ azeite canábico sal e pimenta a gosto Esse molho clássico é simples e delicioso, capaz de promover qualquer salada em prato principal! Como consiste em uma mistura de base aquosa com óleo, é o que chamamos de emulsão. Você já sabe que água e óleo não se misturam, por isso mantenha seu molho pronto para uso em um pote, mas não se esqueça de agitar bem toda vez que for usar para emulsificar a mistura de novo. Gostou de aprender mais esse método? Achou que faltou alguma coisa? Comenta aqui embaixo e até o próximo post!
- Descarboxilação: O que é e como fazer
Quem acompanha o Cozinha 4e20, seja desde o comecinho, seja há pouco tempo, certamente já ouviu esse palavrão sair da minha boca: descarboxilação. Mas o que é esse processo misterioso com esse nome que ninguém acerta nunca? Que bagulho doido é esse? Como eu sempre digo: calma, jovem! É muito mais simples do que você imagina! Acontece que a maconha, quando está crua, não contém THC, pelo menos não da maneira que a gente gosta. Ela contém uma substância análoga, porém em sua forma ácida, o THCA. Esse “A” que tá ali sobrando representa justamente um grupo carboxila, ou seja, um grupamento orgânico presente na composição dos ácidos carboxílicos. E quando eu digo que ele tá ali sobrando não é porque eu não gosto dele! O THCA inclusive é bastante terapêutico e você pode aproveitar dele incluindo a folha crua em sucos verdes, por exemplo. Acontece que quando a gente submete a maconha ao calor esse grupo carboxila - o famigerado “A” - se desprende do nosso amado composto, que agora é nada mais nada menos do que nosso querido THC. E a diferença entre o THCA e o THC você já sabe: o THC é psicoativo, do jeito que a gente gosta. Pode parecer complicado, mas se você gosta de fumar um baseado você está promovendo esse processo o tempo todo. A descarboxilação ocorre instantaneamente com a combustão do beck e é por isso que a gente fica chapado. Acontece que para cozinhar não é tão simples assim, afinal esse THC fica na fumaça, que é extremamente volátil. Diferente de quando fumamos, para se “ativar” o THC para a culinária precisamos submeter a ganja a um calor menor por muito mais tempo. Existem muitas maneiras de se descarboxilar a erva e cada chef tem a sua ou as suas preferidas, mas nesse post vamos aprender algumas maneiras diferentes de se fazer a clássica descarboxilação no forno de casa, por ela ser a mais acessível para todos. Além de feita no forno, a descarboxilação pode ser feita também utilizando os mais diversos métodos como cozinhando a erva em água, cozinhando em baixa temperatura em um sous vide ou até mesmo aquecendo no micro-ondas, embora esse último método seja muito pouco recomendado. Uma outra coisa importante de saber antes de começar é o ponto de ebulição do THC: 156°C. Trocando em miúdos, o THC evapora, vira fumaça, se esvai, nos abandona sempre que ultrapassamos essa temperatura. É muito importante se manter distante dessa marca perigosa! Agora se além do THC você quer preservar também todos os terpenos, aí a situação fica mais delicada ainda. Os terpenos são ainda mais voláteis, e o mais frágil deles, o cariofileno, evapora a míseros 118°C. Além disso, existe uma variação de tempo de acordo com a umidade da sua erva. Ervas bem secas e concentrados com menor teor de umidade precisam de menos tempo para descarboxilar, enquanto ervas mais úmidas, como erva recém colhida ou até mesmo o famoso prensado que acabou de ser lavado, precisam de um pouco mais de tempo. Pois vamos lá, você vai precisar de poucos itens: a erva ou concentrado a ser descarboxilado, uma forma ou assadeira e um rolo de papel alumínio ou papel manteiga para cobrir. A primeira coisa a fazer é pré-aquecer o forno. A Descarboxilação Perfeita Para obter a melhor descarboxilação possível o ideal é utilizar baixas temperaturas por longos períodos. Pré-aqueça seu forno a 115°C por 15 min, enquanto isso vai dichavando sua erva. Não precisa deixar “pozinho”, mas pode dichavar bem. Espalhe a erva no fundo de uma assadeira e cubra com papel alumínio ou papel manteiga, dobrando nas laterais para não escapar. Se quiser você pode fazer um envelope com o papel alumínio ou o papel manteiga, método que também pode ser feito caso você não tenha uma assadeira. Leve a erva ao forno e deixe por 30 a 60 minutos. Se sua erva estiver bem seca, ou se for um concentrado mais seco como kief ou hash, deixe por 30 a 40 min. Se sua erva estiver molhada, deixe por 50 a 60 min no máximo. Retire do fogo e espere esfriar para abrir o papel, isso vai dar tempo de condensar qualquer composto que tenha se fixado na cobertura. A aparência final deve ficar marrom, com um cheiro doce e agradável. Tô com pressa e não ligo pros terpenos! Tá bom jovem, existe saída para você também! Um método mais rápido consiste em pré-aquecer o forno a 150°C e depois assar a erva lá dentro por 15 minutos. Você perde alguns terpenos nesse método, mas o resultado é bastante satisfatório também, devendo pouco pro método mais refinado. Se você estiver com ainda mais pressa e não tiver nenhum amor pelos terpenos, você pode fazer a descarboxilação no micro-ondas, aquecendo sua erva de 1,5 a 3 minutos na potência alta. Mas saiba que esse método não só acaba com os terpenos como tosta sua erva, deixando um sabor desagradável, e te faz perder também um certo volume de canabinóides. Caio do céu, meu forno não fica nessas temperaturas tão baixas! Tudo bem, pra tudo dá-se um jeito nessa vida. Fornos caseiros costumam ter uma certa fuga de temperatura, então a primeira e melhor coisa que posso recomendar é a compra de um termômetro de forno. É o tipo de coisa que parece inacessível, mas está ao alcance de poucos cliques pelos mercados livres da vida, não é caro e entregam na sua casa na maciota. Com ele você pode acabar descobrindo que seu forno te diz que está a 180°C, mas na verdade está a 150°C, e aí é só correr pro abraço. Caso você descubra que seu forno tá bonzão e é honesto quando fala a própria temperatura, não tem problema também. Você pode usar o famoso método de fazer suspiro em casa: deixe seu forno no mínimo e, com a ajuda de um pano de prato dobrado, mantenha a porta do forno entreaberta. Isso vai manter a temperatura do seu forno em torno dos 110/120°C e com isso você ainda pode fazer a melhor descarboxilação! Agora, se você tiver acesso, prefira fornos elétricos, pois neles o controle é muito maior. Até mesmo o famoso forninho, eternizado em meme pela nossa eterna Giovana, costuma servir perfeitamente para essa missão. Posso descarboxilar na Air Fryer? Se eu ganhasse 1 real para cada vez que ouvi essa pergunta, já tinha uns bons reais. Pode sim. Lembra do envelope que eu falei que você poderia fazer com papel manteiga ou papel alumínio para acomodar sua erva? No caso da Air Fryer ele é fundamental, senão vai voar erva por todo lado. Não vai dizer que eu não avisei! Esqueci a erva no forno, e agora? Esquecer a erva no forno não é o fim do mundo, mas o THC, submetido ao calor por muito tempo, vai aos poucos se convertendo em CBN, um novo composto canabinóide que por sua vez é sedativo. Pode ser útil também nesse mundo louco que vivemos! Uma infinidade de opções Com sua erva descarboxilada as opções são muitas. Você pode comer pura, mas sempre é melhor associar com uma gordura para facilitar a digestão e bater mais. Você pode misturar com um pouco de uma base gordurosa como manteiga, azeite ou óleo de coco e encapsular ou você pode fazer as clássicas infusões em gorduras, como a famosíssima manteiga de maconha (ou cannabutter, como eles dizem lá rs). As opções são infinitas e muitas delas você vai ver aqui neste blog. O ideal é usar imediatamente, mas se você quiser ou precisar pode guardar em pote hermeticamente fechado, em temperatura ambiente, local escuro, por até 30 dias. E aí, aprendeu tudo sobre descarboxilação ou ficou alguma dúvida? Se gostou deixa seu coração, comenta aí e fica ligeiro que ainda essa semana tem a famosa manteiga de maconha!
- Introdução (ou O Que Aconteceu com os Vídeos do Canal?)
Olá. Geralmente eu sou bem prolixo, mas como já estou cansado de repetir essa história, vou ser bem direto: após um desacordo comercial entre eu e o antigo sócio do canal, precisei tirar do ar os vídeos feitos em parceria com ele. Talvez os vídeos voltem, se a gente chegar em um acordo, talvez não e essa é a dura realidade da vida. Mas nem tudo esta perdido! Muita calma jovem. Eu sou tiozinho e já passei por muita coisa nessa vida, levei muito tombo, sempre levantei pra cair de novo e dessa vez não foi diferente, porque é assim que a vida tem que ser. As imagens não eram só minhas, mas as receitas são, e é por isso que eu vou reproduzir todas aqui nesse blog que vocês estão lendo agora. ÓBVIO que elas serão também regravadas, mas como eu não quero ninguém na mão impedido de fazer nenhuma maravilha da culinária canábica, vou colocar todas aqui, uma por uma, em um ritmo de duas por semana, para que rapidamente todo o acervo de receitas fique acessível de maneira rápida e simples para você. Mas não é só isso! O lado bom dessa chatice toda é que sempre quis abrir um blog do Cozinha, um porque amo o formato, dois porque estudei jornalismo e sou comunicador por natureza, por isso vou aproveitar para expandir o canal para mídias que a gente ainda não alcança. Quando eu ainda era um jovem muito oprimido pela timidez, achava que seria o texto a minha mídia. A vida dá muitas voltas e depois de tanto tempo o bom filho à casa torna. Vocês desculpem aí que tô enferrujado nessa arte, mas prometo treinar bastante, não só com receitas, mas também com textos opinativos sobre a cena, comentários e quem sabe, em um futuro não tão distante, notícias :D. Sem maiores delongas que eu sei que o que vocês querem mesmo é uma coisa: culinária canábica! Seja bem vinde e até o próximo post! Caio Cezar





